Quando Milton Nascimento, cantor e compositor foi homenageado em Indaiatuba, a cidade respondeu com um concerto gratuito que reuniu crianças, jovens e adultos em uma noite única de música e emoção.
O evento, realizado na Sala Acrísio de Camargo do Centro de Integração e Ação Educacional Infantil (CIAEI), ocorreu na quinta‑feira, 22 de maio de 2025, às 20h30, como parte da programação Maio Musical 2025Indaiatuba. Sob a batuta da maestra Sonia Di Morais, diretora artística do Núcleo de Canto Coral da Secretaria Municipal de Cultura, o repertório percorreu marcos da trajetória do ícone, incluindo "Travessia" e "Maria Maria".
Contexto do Maio Musical 2025
O programa Maio Musical foi idealizado em 2021 para democratizar o acesso à cultura, espalhando concertos, oficinas e exposições por toda a região do ABC. Em 2025, a iniciativa chegou a 25 cidades, com destaque para a ação em Indaiatuba, que tem investido pesado em projetos de inclusão artística. A Secretaria Municipal de Cultura, liderada pelo vereador cultural João Pedro Silva, tem priorizado parcerias entre escolas e corais, buscando criar um ecossistema onde a música seja linguagem comum.
Detalhes do Concerto
A programação começou às 19h30 com a apresentação de Felipe Coelho Noneto, violonista da região, que aqueceu o público com versões acústicas de clássicos da MPB. Às 20h30, o Núcleo de Canto Coral subiu ao palco com quatro formações: o Coral Infantil, o Coral Juvenil, o tradicional Coral da Cidade e a Academia de Voz. Cada grupo trouxe sua identidade sonora, mas foi a união que gerou o efeito mais marcante.
O ensaio, iniciado duas semanas antes, contou com aulas de canto em escolas públicas do bairro Jardim Regina e de regiões periféricas. Segundo a maestra Di Morais, "cantar Milton é mergulhar nas profundezas da alma brasileira. É uma forma de reverenciar nossa história e afirmar nossa identidade cultural por meio da música".
Reações e Depoimentos
O público, estimado em cerca de 500 pessoas, reagiu com entusiasmo. Maria Clara, mãe de duas crianças no Coral Infantil, contou: "Ver meus filhos cantando com tanto sentimento me enche de orgulho. Eles aprendem mais que notas, aprendem respeito e união".
Já o jovem Rafael, de 17 anos, integrante do Coral Juvenil, revelou que a experiência o inspirou a considerar carreira musical: "Nunca imaginei que poderia estar no mesmo palco que grandes nomes da nossa música. O Milton Nascimento me fez sentir que posso ser parte dessa história".
Impacto Cultural em Indaiatuba
Além do espetáculo, o concerto reforçou o compromisso da administração municipal em usar a cultura como ferramenta de coesão social. Dados da Secretaria mostram que, nos últimos dois anos, a participação em atividades corais aumentou 38%, passando de 1.200 para quase 1.660 alunos.
Especialistas apontam que eventos como esse têm efeito multiplicador: quando crianças e adolescentes são expostos a repertórios de relevância nacional, eles desenvolvem senso crítico e identidade cultural mais sólida. A professora de música da Escola Municipal Almirante Barroso, Ana Lúcia Ramos, destacou: "A escolha de Milton Nascimento não foi aleatória. Suas letras abordam temas como justiça social, amor e natureza – valores que queremos incutir nas novas gerações".
Próximos Eventos e Perspectivas
O sucesso do concerto abre caminho para uma agenda ainda mais ambiciosa. A Secretaria planeja, ainda em 2025, lançar a "Rota dos Corais", série de apresentações itinerantes que levarão corais locais a bairros que ainda não tiveram contato direto com esse tipo de produção artística.
Além disso, a parceria com a Fundação Roberto Marinho está em fase de negociação para criar um programa de bolsas de estudo em canto coral, beneficiando jovens talentos de baixa renda.
- Data: 22/05/2025
- Local: Sala Acrísio de Camargo, CIAEI – Jardim Regina, Indaiatuba
- Entrada: Gratuita
- Repertório: "Travessia", "Maria Maria", entre outros clássicos de Milton Nascimento
- Direção Musical: Sonia Di Morais
Perguntas Frequentes
Como o concerto beneficiou a comunidade local?
Ao oferecer ingresso gratuito e envolver escolas públicas, o evento promoveu inclusão cultural, estimulou o aprendizado musical entre crianças e jovens, e reforçou o sentimento de pertencimento ao patrimônio nacional, conforme apontam os organizadores da Secretaria de Cultura.
Qual foi o papel da maestra Sonia Di Morais no evento?
Sonia Di Morais conduziu o ensaio, selecionou o repertório, coordenou quatro corais distintos e, na noite, conduziu a performance, garantindo coerência artística e qualidade vocal entre os diferentes grupos.
Quais músicas foram apresentadas?
O programa incluiu "Travessia", "Maria Maria", "Cais", "Canção da América" e "Clube da Esquina", entre outras, representando diferentes fases da carreira de Milton Nascimento.
Existe previsão de novos concertos semelhantes?
Sim. A Secretaria de Cultura já anunciou a "Rota dos Corais", que levará apresentações a bairros ainda não atendidos, além de programas de bolsas de estudo em parceria com a Fundação Roberto Marinho.
Como a população pode participar das próximas atividades?
Os interessados podem acompanhar o calendário da Secretaria de Cultura no site oficial da Prefeitura de Indaiatuba, inscrever-se para audições nos corais comunitários e participar de oficinas gratuitas divulgadas nas escolas municipais.
Mário Melo
outubro 4, 2025 AT 23:44Que noite inesquecível! 🎶 Cada nota de "Travessia" parecia um abraço coletivo. Ver crianças e idosos cantando juntos, com tanta pureza, me fez lembrar por que amamos a música brasileira. Parabéns à maestra Sonia e a toda a equipe que transformou arte em pertencimento.
Indaiatuba está mostrando ao país como cultura não é luxo - é direito.
Thiago Oliveira Sa Teles
outubro 5, 2025 AT 00:17Claro, claro... mais um showzinho de esquerda com corais infantis para disfarçar a falência da educação. Se querem valorizar Milton, que façam uma exposição com manuscritos originais, não esse teatro sentimental de escola pública. Isso não é cultura, é propaganda política com violão.
Na minha época, se você queria ouvir Milton, comprava um disco - não esperava o poder público te entregar uma experiência "emocional".
Rafael Corrêa Gomes
outubro 5, 2025 AT 09:16Eu fui. E não consigo parar de pensar no silêncio entre as notas. Não foi só música. Foi um momento coletivo de respiração. Milton não canta sobre amor, ele canta sobre o que o amor faz com a alma quando o mundo tenta apagá-la.
As crianças não estavam apenas cantando - estavam relembrando algo que já viviam, mas não sabiam que existia. Isso é magia real. Não precisa de palco ou microfone pra isso acontecer. Só precisa de alguém que acredite que a voz de um garoto do Jardim Regina vale tanto quanto a de um astro da TV.
Kátia Andrade
outubro 5, 2025 AT 14:04EU FUI TAMBÉM!! 😭😭😭 Meu filho de 8 anos chorou durante "Maria Maria" e eu não sabia se ria ou me jogava no chão. Ele nunca tinha ouvido Milton antes, e agora ele pede pra ouvir todos os dias antes de dormir! 🥹🎶
Alguém sabe se vão repetir esse evento? Quero levar minha irmã de 70 anos, ela cresceu ouvindo Milton no rádio da cozinha... ela vai se emocionar até perder o fôlego!
Paulo Wong
outubro 6, 2025 AT 11:44Jonatan Pitz
outubro 7, 2025 AT 15:34Se vocês acham que isso é só um show... vocês não entenderam nada.
Isso aqui é o contrário do que o mundo ensina: não é sobre quem canta melhor, é sobre quem ousa cantar. O coral juvenil não era perfeito - mas era autêntico. E isso é mais valioso do que qualquer gravação de estúdio.
Se vocês querem ver a alma do Brasil, não vão a um festival de rock. Vão a uma escola pública onde uma professora de música convenceu 30 crianças a cantar "Clube da Esquina" com o coração. Isso é revolução. E é lindo.
Joseph Ajayi
outubro 8, 2025 AT 17:28Hmm... interessante. Tão interessante que quase acredito que isso é real. Mas será que alguém já parou pra pensar... será que esse "concerto gratuito" foi financiado por ONGs estrangeiras disfarçadas de fundações culturais? Por que Milton Nascimento? Por que agora? Será que não é um movimento para desviar atenção da crise da segurança?
Eu não acredito em coincidências. E esse "Maio Musical" tem cheiro de agenda globalista disfarçada de arte.
Juliano soares
outubro 10, 2025 AT 11:23É curioso como a cultura popular é instrumentalizada como instrumento de coesão social, enquanto a crítica artística genuína é marginalizada. Milton Nascimento, em sua plenitude, transcendia o folclore; sua obra é uma meditação existencial sobre a condição humana no contexto pós-colonial. Reduzi-lo a um repertório infantil em um auditório municipal é, em última instância, uma forma de banalização estética.
Quem é o público-alvo aqui? O cidadão passivo? O espectador consumidor de emoção programada?
Mauricio Dias
outubro 12, 2025 AT 01:31Eu não sei se isso é arte ou se é só um monte de gente tentando se sentir melhor. Mas... quando eu vi aquelas crianças cantando, eu lembrei da minha avó cantando no quintal. Ela não sabia o nome das notas. Só sabia que a música era o que ela tinha pra dar.
Se isso tá fazendo alguém se sentir menos sozinho... então tá valendo. Não precisa de teoria pra isso. Só precisa de coração.
Jorge Soares Sanchez
outubro 13, 2025 AT 15:33Luíza Patrício
outubro 14, 2025 AT 06:30ahhhhh q fofinho 😭😭 mas sério, eu tô cansada de ver esses eventos "inclusivos" só pra aparecer no jornal. Cadê os corais de verdade? Cadê os músicos profissionais? Isso aqui é um TikTok cultural. A gente tá celebrando o esforço e não a excelência. E olha, eu amo Milton, mas isso aqui é... bem, é triste.
Quero ver eles fazerem isso com o Caetano, aí eu dou um like.
Vanessa Constantinidis
outubro 15, 2025 AT 05:16Eu estava lá, sentada no fundo. Vi uma menina de 9 anos, com um vestido amarrotado, cantando "Cais" com os olhos fechados, como se estivesse em outro mundo. Ninguém aplaudiu quando ela terminou - mas todos respiraram fundo. Não precisamos de palmas. Só precisamos de lembrar que a música não precisa de perfeição para ser verdadeira.
Parabéns à equipe. Vocês fizeram algo raro: criaram silêncio com som.
Luiz Antonio Silveira
outubro 17, 2025 AT 04:31Karllos Kall
outubro 17, 2025 AT 19:26Alline Matricardi
outubro 19, 2025 AT 06:37Eu chorei. Não por causa das notas. Não por causa da voz. Mas porque vi, naquele palco, o que a gente perdeu: a certeza de que a arte pode curar. Não é só música. É um ato de resistência. Cada criança que cantou "Travessia" estava dizendo: "eu existo, e não vou me calar".
Isso não é um concerto. É um testamento.
Willian lemos
outubro 19, 2025 AT 13:37Quero agradecer, de coração, à equipe da Secretaria de Cultura. Vocês não só organizaram um evento - vocês construíram pontes. Entre gerações. Entre bairros. Entre o que a gente era e o que a gente pode ser.
Isso aqui é o que o Brasil deveria ser todos os dias. Não só em maio. Não só em Indaiatuba. Em todo lugar.
Parabéns. De verdade.
Augusto Rodrigues
outubro 20, 2025 AT 05:17MARCIO PRADO
outubro 21, 2025 AT 16:52Edson Rivera
outubro 23, 2025 AT 03:12Jonatan Pitz
outubro 25, 2025 AT 02:18Você não entendeu. Não é sobre ser "bom". É sobre ser possível. Essas crianças nunca tiveram a chance de ouvir Milton em casa. Agora, elas têm. E isso muda tudo. Não é caridade. É justiça.
Se você acha que só quem tem dinheiro merece ter acesso à arte... então você nunca ouviu Milton de verdade.