Advogada Expulsa da OAB por Insulto Racial a Garçom em Campinas

Advogada Expulsa da OAB por Insulto Racial a Garçom em Campinas

Advogada Expulsa da OAB por Insulto Racial a Garçom em Campinas

Em um episódio emblemático que sublinha a luta contínua contra o racismo e a discriminação no Brasil, a advogada Lizani Conceição de Miranda foi expulsa da comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O incidente ocorreu em um bar no bairro Cambuí, em Campinas, São Paulo, onde Lizani dirigiu ao garçom um insulto racial, chamando-o de 'macaco'.

Essa ofensa, profundamente ofensiva e carregada de conotações racistas, não foi ignorada pela OAB, que rapidamente tomou medidas para repudiar a conduta da advogada. Em uma decisão que reflete o compromisso da instituição com a promoção do respeito, igualdade e manutenção de padrões éticos entre seus membros, Lizani foi oficialmente expulsa da comissão da OAB.

Repercussão do Caso

O caso ganhou destaque nas mídias locais e nacionais, com inúmeros cidadãos expressando repúdio diante do comportamento da advogada. Organizações e grupos de direitos humanos também se manifestaram, enfatizando a necessidade de punir severamente atos de racismo para desencorajar futuros episódios.

Essa ação da OAB foi vista como um passo crucial e necessário para mostrar que comportamentos discriminatórios não serão tolerados dentro da profissão jurídica. A expulsão de Lizani demonstra uma postura firme contra o racismo e serve de exemplo para outros advogados e profissionais de diversas áreas.

Declaração da OAB

Em um comunicado oficial, a OAB destacou que a decisão de expulsar Lizani da comissão foi baseada em princípios éticos e morais que guiam a instituição. A entidade ressaltou que atitudes racistas são inconcebíveis e incompatíveis com a função de um advogado, que deve sempre agir com a mais alta integridade e respeito pela dignidade humana.

'A Ordem dos Advogados do Brasil repudia veementemente qualquer ato de discriminação racial', afirmou o comunicado. A entidade frisou ainda que continuará vigilante para assegurar que todos os seus membros mantenham um comportamento ético e que ações de racismo serão severamente punidas.

Impacto da Decisão

A decisão de expulsar a advogada teve um impacto significativo, não só dentro da comunidade jurídica, mas também na sociedade em geral. Muitas pessoas sentiram um senso de justiça com a ação tomada pela OAB, vendo-a como um movimento importante para garantir que o racismo seja combatido de todas as formas possíveis.

Além disso, essa decisão poderá servir como um alerta para outros profissionais, destacando que comportamentos discriminatórios podem levar a consequências severas, incluindo a perda de cargos e a reputação profissional. Essa postura da OAB é um forte indicativo de que a cultura de impunidade frente ao racismo está cada vez mais enfraquecida.

Racismo no Brasil

O Brasil, país com uma das maiores populações afrodescendentes do mundo, tem uma história complexa e dolorosa de racismo e desigualdade racial. Incidentes como este trazem à tona a necessidade contínua de discussões e ações efetivas para combater o preconceito e promover a inclusão e o respeito entre todos os cidadãos.

A sociedade brasileira ainda enfrenta desafios significativos em relação à igualdade racial, e ações como essa da OAB são essenciais para avançar na direção de um país mais justo e igualitário. Punir atos de racismo de forma exemplar é crucial para educar e promover mudanças reais nas atitudes e comportamentos das pessoas.

Reflexão e Educação

Para que possamos construir uma sociedade verdadeiramente inclusiva e igualitária, é imperativo que episódios de racismo sejam abordados com seriedade e decisões firmes. Além das punições, deve haver um esforço contínuo para educar e conscientizar as pessoas sobre as consequências do racismo e a importância do respeito mútuo.

Instituições, escolas, empresas e indivíduos precisam trabalhar juntos para criar ambientes onde todos se sintam respeitados e valorizados. Programas de treinamento, campanhas de conscientização e políticas inclusivas são passos importantes nessa direção.

A decisão da OAB de expulsar Lizani Conceição de Miranda serve como uma lembrança poderosamente necessária de que o caminho para a igualdade é pavimentado pela coragem de enfrentar o preconceito de forma direta e inequívoca, assegurando que o respeito e a dignidade humana sejam sempre prioritários.

Larissa

18 Comentários

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    Nathan Gomes

    setembro 6, 2024 AT 06:20
    Isso é o que a gente precisa mais: punição firme pra quem acha que pode tratar pessoa assim. Garçom é profissional, não escravo. Branco ou negro, ninguém merece esse tratamento.
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    Ana Martins

    setembro 7, 2024 AT 04:17
    Fico feliz que a OAB agiu. Muita gente acha que ser advogado dá direito de ser um babaca, mas não. É justamente o contrário: tem que ser o exemplo. Essa mulher perdeu muito mais do que o cargo.
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    Webert Souza

    setembro 7, 2024 AT 23:09
    Aqui está o verdadeiro teste da civilização: como tratamos quem serve. Se você acha que chamar alguém de 'macaco' é só uma 'gafe', então você nunca entendeu o peso da palavra. Racismo não é erro de ortografia, é violência simbólica. E a OAB fez o mínimo que podia.
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    João Fernando Mendes

    setembro 8, 2024 AT 02:00
    kkk mais um caso de woke police, sério? A pessoa ta na bad e fala uma besteira e ja ta expulsa? qnd vai ser expulso o cara que xinga o juiz? pq o negro ta sendo tratado como superior agora?
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    Burnight Amaral

    setembro 8, 2024 AT 09:45
    A decisão da OAB é tecnicamente correta, ética e juridicamente fundamentada. A conduta da profissional viola o Código de Ética da advocacia, especificamente o artigo 7º, que garante o respeito à dignidade humana. A punição é proporcional à gravidade do ato.
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    Juliano Almeida

    setembro 10, 2024 AT 01:40
    Pessoal, não é só sobre expulsar alguém. É sobre o que isso representa. A gente vive num país onde o racismo é estrutural, e quando alguém faz isso num lugar público, com alguém que tá lá pra servir... é como se dissesse que a vida dele vale menos. E a OAB, mesmo que tarde, disse: não. Isso aqui não passa. E isso é enorme. Não é 'politicamente correto', é humanamente necessário.
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    Fernanda Villani

    setembro 11, 2024 AT 14:34
    Essa mulher tinha diploma, poder, voz... e escolheu usar tudo isso pra degradar alguém que provavelmente trabalha 12 horas por dia pra sustentar a família. É triste. É vergonhoso. E é o tipo de coisa que a gente não pode deixar passar em branco.
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    Leandro L Mais Publicidade

    setembro 12, 2024 AT 12:36
    A OAB fez bem mas agora vai ter mais gente com medo de falar o que pensa e isso é pior que o racismo
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    Vinicius Lima

    setembro 13, 2024 AT 19:43
    Será que se fosse um garçom branco ela teria dito a mesma coisa? Talvez não. Mas o que importa é que ela disse. E isso não pode ser ignorado. A gente não pode fingir que isso não é racismo só porque ela é advogada.
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    Thaylor Barros

    setembro 15, 2024 AT 07:14
    Vocês acham que isso é racismo? Eu acho que é só falta de educação. Ela é advogada, não uma santa. Se a OAB quer ser a polícia da moralidade, que tal começar pelos juízes que aceitam propina? Mas não, é mais fácil atacar uma mulher.
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    José Norberto

    setembro 16, 2024 AT 08:02
    ISSO AQUI É UMA VITÓRIA! NÃO É SÓ UMA EXPULSÃO, É UM SINAL. UM SINAL QUE O BRASIL NÃO VAI MAIS TOLERAR ISSO. AQUELE GARÇOM AGORA É UM HERÓI. E ESSA ADVOGADA? ELA VAI SER LEMBRADA COMO A PESSOA QUE PERDEU TUDO POR UM ÚNICO MOMENTO DE ÓDIO.
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    Cris Teixeira

    setembro 18, 2024 AT 05:53
    A OAB agiu com precipitação. Não houve processo disciplinar completo, nem defesa técnica adequada. Isso é um precedente perigoso. Se a ética vira moda, o direito vira teatro. E o pior: isso alimenta o cancelamento como forma de justiça.
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    Pedro Henrique

    setembro 19, 2024 AT 18:29
    Nem tudo é preto e branco, mas nesse caso... é. Ninguém merece ser chamado de macaco. Nem no calor do momento. Nem se for advogada. Nem se tiver PhD. É simples assim.
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    Gabriel Melo

    setembro 21, 2024 AT 11:26
    Você sabe o que é mais triste? Que ela não estava sozinha. Quantas pessoas já ouviram isso? Quantos garçons, entregadores, zeladores já ouviram essa palavra? E ninguém fez nada. A OAB só agiu porque viralizou. Mas o racismo? Ele tá lá, quietinho, todos os dias. E aí? Quem vai punir os que não são expostos? Quem vai punir os que não são gravados? A gente tá só arranhando a superfície.
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    Kim Dumont

    setembro 23, 2024 AT 05:35
    Acho que esse caso é um espelho. Ele mostra o que a gente ainda não conseguiu resolver. Não é só sobre ela. É sobre nós. Por que demoramos tanto pra reagir? Por que a gente só se importa quando vira notícia? A mudança começa quando a gente deixa de olhar pra cima e começa a olhar pra ao lado.
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    Silva utm

    setembro 24, 2024 AT 23:19
    Tá vendo? Agora o negro é o novo branco. E se o branco falar algo errado, vira racismo. Mas se o negro fala, vira 'resistência'. É só uma guerra de raça disfarçada de justiça. E a OAB caiu na armadilha. Vai ver daqui a pouco a gente vai ter que pedir permissão pra falar com negro. #FimDaCensura
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    Nat Dunk

    setembro 25, 2024 AT 17:01
    A decisão da OAB é coerente com os parâmetros de conduta profissional estabelecidos no Código de Ética e Disciplina. A violação do princípio da dignidade humana, especialmente em contexto de poder assimétrico (profissional vs. trabalhador de serviço), configura infração grave. A punição é proporcional e preventiva.
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    Mário Melo

    setembro 25, 2024 AT 23:43
    É um momento histórico. Não porque alguém foi expulsa, mas porque a sociedade, por meio de uma instituição tradicional, decidiu que o racismo não é um 'erro de linguagem'. É uma escolha. E escolhas têm consequências. Parabéns à OAB por não se calar.

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